Pejotização pode ficar para 2027: o que isso significa para quem trabalha como PJ?
A decisão que pode definir os limites da contratação de profissionais PJ no Brasil pode demorar mais do que o esperado.
O julgamento do STF sobre a chamada pejotização pode ser adiado para 2027, segundo especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo. O tema está entre os processos impactados pela atual paralisação de julgamentos relevantes na Corte.
E isso mantém uma das maiores dúvidas do mercado de trabalho brasileiro sem uma resposta definitiva.
Afinal, quando uma contratação PJ é válida?
A discussão no STF envolve justamente os limites da contratação de trabalhadores como autônomos ou por meio de pessoa jurídica.
A questão é especialmente importante porque uma prestação de serviço pode ser formalizada como PJ, mas ainda existir uma discussão judicial sobre se, na prática, aquela relação apresenta características de emprego.
O próprio STF já reconheceu a relevância nacional do tema no Tema 1.389, que trata da competência da Justiça e da legalidade de contratos envolvendo trabalhadores autônomos ou pessoas jurídicas.
E enquanto o STF não decide?
A incerteza continua.
Empresas que contratam profissionais PJ precisam lidar com um cenário no qual diferentes processos podem continuar discutindo a existência ou não de vínculo empregatício.
Para o profissional, também existe uma consequência importante: assinar um contrato PJ não elimina, por si só, a possibilidade de uma discussão judicial sobre a natureza daquela relação de trabalho.
Em junho, o STF já havia determinado que processos sobre pejotização poderiam voltar a tramitar na primeira e na segunda instâncias da Justiça do Trabalho. Depois dos julgamentos nos TRTs, porém, os processos devem permanecer suspensos até a definição definitiva da tese pelo Supremo.
O que pode acontecer em 2027?
Se o julgamento realmente ficar para o próximo ano, empresas e profissionais terão que conviver por mais tempo com a ausência de uma definição final do STF.
Isso pode afetar principalmente setores em que o modelo PJ é bastante utilizado, como tecnologia, saúde, representação comercial, corretagem, advocacia e serviços especializados.
Por enquanto, uma coisa permanece clara:
o mercado PJ continua crescendo, mas as regras que definem os limites desse modelo ainda estão sendo discutidas.
E a decisão do STF poderá mudar significativamente a forma como empresas contratam profissionais por CNPJ no Brasil.

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